sexta-feira, 18 de setembro de 2009

queda


Quem nunca pensou em suicídio
por certo que nunca pensou muito
sobre a vida...

Pedras no sangue
E cores mais nítidas
Não sinto a diferença
Não estou aqui
E a força do isolamento
a transparente película de ar

Incrível,
Não tenho nem o direito de estar só...

Confesso, eu superestimo minha solidão
e faço de cada minuto sem companhia
uma terra inóspita
um mundo sem ninguém

Vem alguém e cutuca meu ombro
e abre a tampa da câmera escura
cega minha vista com sua mão amiga
e grava uma marca
no plano da vida

Um desastre escorrendo pelos dedos
quebrando os olhos dos desejos
já me recuperei, estou bem
Mas...
Não sei se poderei
fazer tudo

que a natureza
seja por ela mesma
sem pedidos, sem obrigações
espontaneidade
impulso
ou repulso
frios pulsos...
convulsos
avulsos...

Eu quero
ir (p´ra perto de ti)
eu
quero
fim... (do nosso fim)

2 comentários:

Fernandes disse...

Quer?

Rodrigo Nazca disse...

não estava escrevendo sobre nós...