quinta-feira, 3 de setembro de 2009

silhuetas


Foram páginas rápidas
De luzes e de sombras
As li por entre as árvores da rua
As li pacientemente de poste em poste
De lâmpada em lâmpada, de vênus à lua
E na varanda térrea, no meu canto de espera
E na gaiola elevada e sobre as almofadas
As li todas, (re)conhecendo
A hora não respeita a necessidade
de ficar acordado
E ainda fui atrás de palavras novas
E pude desejar uma boa noite
E brincar (seriamente) - é a morte!
E expressar o amor que - é a vida!

Fiquei surpreso com a demonstração
e enternecido com a entrega
Eu queria ler (sou curioso)
mas não pensei que fosse acontecer
E ela me disse que às vezes duvida
Eu digo que é uma dúvida descabida
Mas as dúvidas são bolhas de sabão
Divertidas de se estourar! -
com agulhas de sorrisos

E no sono realmente sonhei
e ela estava lá...
Meu amor, até sonhos me deste
Inconscientes recordações
deste amor que cresce...

3 comentários:

Fernandes disse...

Me conte esse sonho, já! o-o

Rodrigo Nazca disse...

O sonho ficou grudado no travesseiro... Acordei cambaleante, mudei de cama, acordei, deitei, levantei, deitei... e restou só a recordação do sonho, a vaga névoa, o bem-estar...

Mas agora começarei a anotar todos os sonhos no caderninho... ou o que eu lembrar deles...

Rodrigo Nazca disse...

estou escrevendo-te, meu amor...