terça-feira, 1 de setembro de 2009

um piano roubado


A manhã

(Le matin - Yann Tiersen)

Imagine que todos os dias são nossos
Seus olhos fechados brincam com meus cílios

As pernas entrecruzadas feito laços

Acasaladas nos lençóis de nossas peles

Subliminarmente degustam as essências

que transbordam das termais da incandescência

E as respirações e canções de nossa vida

dançam no corrossel de sol e lua
que rodam pelo céu milenarmente
enquanto nós observamos as velas puras.

O ar palpita entre nós

alquímicamente desejando ser
(ou sendo) fios de sangue brilhando tanto

que entre os dois corpos nada os separa

e escondido entre as panos e as plumas
nossos dedos encontram teclas de piano
que sob nosso sentimento entoam cantos
duetos amorosos, orgasmos de música...
e as paredes são vales naturais
e o chão gelado córregos austrais
e nossa cama uma clareira de espuma

e nossas vidas são intensamente uma.

3 comentários:

Fernandes disse...

*-* Amanhã!

M. disse...

Tens razão, e na verdade nunca me contetei com as mortes diárias, seja a vida incessante ou o mar de rosas vermelhas que flutuavam no meu céu todos os dias. Colocando tudo pra fora hoje, até o meu ódio por ti, que não é ódio. Joguei tudo fora. Me curvo diante dos brinquedinhos em cima da minha cama, sou uma criança constragida esta noite. E eu nunca te odiei, sempre fiz meu charme sabendo que nunca iria dar certo em momento algum. Na verdade eu elaborei cada linha para que no final acabasse tudo um fiasco, eu nunca gosto de relações monótonas.
Nunca achei que pudesse ser tão atriz, atores da vida que ganham mais. Então.. obrigada por seus dois abraços sinceros, os respondi com mais sinceridade ainda.
......................
E esse é um oficial pedido de desculpas. Na verdade eu gosto de você,
você faz a menina dos olhos feliz, embora ela não me tenha mais como alguém presente na vida de nuvens dela.
Vou viver meu dia hoje, morrendo amanhã mais uma vez e assim construindo minha vida de verdade.
Estais convidado!

M. disse...

Uma boa notícia pra se ouvir pela manhã, seis e trinta e cinco!
Ainda bem que não sabes o significado do ódio.. Creio que nem ele existe, como todas as outras coisas que adentro sentimos. Fico grata por ter aceitado o convite, embora agora eu não tenha hora, estou trocando de pele. Depois te mostro minhas cicatrizes.
"a morte é uma garota pálida de cabelos negros e mistério de solidão"